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59% dos brasileiros dizem que a renda que ganham não é suficiente, diz Datafolha

Para a maioria dos brasileiros, a renda que recebem não está sendo suficiente para todos as despesas que têm. É o que mostra nova pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 27, pelo jornal Folha de S.Paulo. Além disso, quase a metade das famílias tem precisado buscar outras fontes de ganhos para complementar a renda no mês.

Entre os entrevistados, 40% responderam que o dinheiro recebido por sua família não é suficiente para o que precisam e que, às vezes, chega a faltar. Outros 19% afirmaram que o que recebem é muito pouco e traz muitas dificuldades. Com isso, são 59% os que têm algum tipo de dificuldade financeira a partir da renda que ganham.

Outros 36% afirmam que recebem exatamente o suficiente para quitar as contas, e só 6% dizem que têm alguma folga ao fim do mês. A soma das proporções pode ultrapassar dos 100% por conta dos arredondamentos. A pesquisa entrevistou 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 117 municípios do Brasil, nos dias 8 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo, dentro do nível de confiança de 95%.

A situação é pior entre as pessoas de baixa renda e também entre as mulheres. Entre as famílias que têm renda de até 2 salários mínimos (3.036 reais em 2026), são 73% os que dizem que a renda recebida é pouca (43%) ou muito pouca (30%). Entre as mulheres, 64% têm alguma dificuldade (sendo 43% com renda insuficiente e 21% com muita dificuldade), ante 53% entre os homens (com 37% e 16%, respectivamente).

Ainda de acordo com o levantamento, 45% dos entrevistados disseram que precisaram buscar outras fontes de renda nos últimos meses para complementar os ganhos, enquanto 55% não precisaram. A situação também é pior entre as mulheres (59% x 41%), mas, quando considerado o grau de escolaridade, são aqueles com mais anos de estudos que mais buscaram complementar a renda: 51% das pessoas com ensino superior buscaram outras fontes de dinheiro nos últimos meses, ante 50% entre aqueles com ensino médio e 32% entre os que têm apenas o ensino fundamental completo.

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