Investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba (MPPB) conduzem uma operação que apura indícios de que um imóvel de luxo pertencente ao prefeito de São Mamede, Umberto Jefferson, tenha sido financiado por recursos desviados de processos licitatórios e contratos. A informação consta na decisão do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, do Tribunal de Justiça da Paraíba, que autorizou a segunda fase da Operação Festa no Terreiro 2, nesta terça-feira (15).
O prefeito Umberto Jefferson, do partido União Brasil, foi preso preventivamente e afastado do cargo por tempo indeterminado. Os investigadores alegam ter elementos que indicam sua participação ativa no esquema de desvio de recursos públicos em São Mamede.
A ação movida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Paraíba destaca que o imóvel em questão, custou R$ 550 mil para uma área construída de 535m², um valor consideravelmente abaixo do praticado no mercado.
“Há, ainda, elementos que indicam que um imóvel que está sendo construído em um condomínio horizontal na cidade de Patos seria de propriedade do prefeito, e que sua edificação, no todo ou em parte, estaria ocorrendo com dinheiro pago pelo investigado Josivan Gomes Marques, em conduta sugestiva de que os recursos destinados a esses pagamentos foram desviados através dos processos licitatórios e contratos sob investigação”, diz o documento assinado pelo delegado Victor Arruda de Oliveira, da PF, e Octácio Paulo Neto, coordenador do Gaeco.
Conversas obtidas pela Polícia Federal indicam que parte da obra poderia ter sido custeada por Josivan Gomes Marques, outro investigado na operação. Diálogos entre os dois suspeitos reforçam a suspeita de seu envolvimento no esquema.

As autoridades ressaltam que há indícios de que o contrato da obra não continha cláusulas que justificassem parcelas da construção como pagamento de dívida de Josivan com o prefeito, sugerindo que esse poderia ser um dos benefícios obtidos pelo prefeito por meio do desvio de recursos públicos.
A defesa do prefeito contestou a prisão, alegando que ele tem colaborado com as investigações desde a primeira fase da operação, afastando membros da comissão de licitação e cumprindo as determinações judiciais.
Blog do Alisson Nascimento





