Durante o seminário “Diálogos Tucanos” em Brasília, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima falou sobre suas experiências nas eleições de 2022. Ele enfatizou que enfrentou a campanha “contra todas as adversidades” e destacou que não apoiou o então presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, devido à crença de que Bolsonaro não representava seus ideais. Pedro Cunha Lima expressou orgulho por ser membro do PSDB, cuja liderança está nas mãos de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.
Embora Pedro Cunha Lima tenha contado com parte do apoio da direita bolsonarista no segundo turno e tenha sido alvo de cobranças públicas, ele optou por não declarar seu voto para presidente. Ele enfatizou a coragem de lançar sua candidatura ao governo do estado, lembrando que começou com uma parcela pequena dos votos e enfrentou descrédito. O político mencionou o apoio dos deputados Camila Toscano, Tovar Correia Lima e Fábio Ramalho, todos presentes no seminário.
Pedro Cunha Lima ressaltou que, apesar das dificuldades, chegou ao segundo turno. Ele mencionou que, mesmo em um estado onde a maioria votou em Lula, manteve a firmeza em não apoiar Bolsonaro. Ele destacou que a vitória poderia ter sido alcançada com uma diferença de cerca de 60 mil votos.
“Contra tudo e contra todos chegamos no segundo turno. Em um estado onde 70% da população votou em Lula, tivemos a firmeza de não ficar com Bolsonaro porque ele não nos representa”, afirmou Pedro.
Observou-se uma diferença de pouco mais de 116 mil votos entre o governador reeleito João Azevêdo e Pedro Cunha Lima no segundo turno. Olhando para o futuro, Pedro planeja se candidatar novamente ao governo da Paraíba em 2026, quando o segundo mandato de João Azevêdo chegará ao fim e novas forças políticas podem entrar em cena.
Blog do Alisson Nascimento





