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Ipsos/Ipec: 56% dos brasileiros dizem não confiar em Lula

De acordo com o levantamento divulgado pelo Ipsos/Ipec nesta terça-feira (10/3), mais da metade dos brasileiros afirma não confiar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados disseram não confiar em Lula, enquanto 40% afirmaram confiar no presidente. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.

Os dados indicam que o nível de desconfiança em relação ao chefe do Executivo supera a confiança entre os brasileiros. A diferença entre os dois grupos chega a 16 pontos percentuais. Apesar disso, o número é o mesmo observado na última pesquisa, de dezembro de 2025.

O estudo mostra diferenças entre perfis de eleitores: a confiança no presidente é maior entre aqueles que declararam voto em Lula nas eleições de 2022, moradores do Nordeste, pessoas com menor renda e entrevistados com 60 anos ou mais.

Por outro lado, a desconfiança é mais frequente entre eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) na última eleição, pessoas com renda familiar mais alta, evangélicos e entrevistados com ensino superior.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 5 e 9 de março, em 131 municípios brasileiros. O levantamento foi realizado com entrevistados de 16 anos ou mais, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Governo Lula é desaprovado por 51%

Segundo o estudo, 51% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula governa o país, enquanto 43% aprovam o governo federal. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento indica estabilidade em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro, quando 42% aprovavam e 52% desaprovavam a gestão. De acordo com a Ipsos/Ipec, as variações observadas estão dentro da margem de erro.

Além da aprovação, a pesquisa também avaliou a percepção geral sobre a administração federal. Nesse indicador, 33% dos entrevistados classificaram o governo como ótimo ou bom. O número teve uma alta de três pontos percentuais em relação ao estudo anterior.

A avaliação ruim ou péssima se manteve em 40%, enquanto 24% consideram a gestão regular.

Com Metrópoles

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