Agora abrigado pelo Mobilização Nacional, o ex-deputado deverá seguir em sua segunda disputa presidencial; em 2018, ele ficou em sexto lugar
O ex-deputado federal Cabo Daciolo anunciou nesta sexta-feira, 3, a sua filiação ao partido Mobilização Nacional e confirmou a sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano.
Em uma publicação nas redes sociais, Daciolo compartilhou a ficha de filiação à sigla com a legenda “Cabo Daciolo 2026”, acompanhado de um provérbio bíblico. “Quando os justos governam, o povo se alegra”, escreveu.
O ex-bombeiro já havia anunciado a pré-candidatura ao Planalto em outubro do ano passado, também por meio das redes sociais.
“Dr. Eneas sempre teve razão. Vamos transformar a colônia brasileira em nação brasileira”, escreve na ocasião, relembrando Enéas Carneiro, que se candidatou três vezes à Presidência da República, em 1989, 1994 e 1998.
Cabo Daciolo foi candidato à Presidência da República pelo Patriota em 2018, ficando em sexto lugar na disputa, com 1,2% dos votos.
Dança das cadeiras
Depois da vitória de Jair Bolsonaro no pleito, ele filiou-se ao Partido Liberal (PL), mesmo antes do então presidente embarcar na legenda. Daciolo, no entanto, que pretendia lançar-se à Prefeitura do Rio de Janeiro, não teve o apoio da sigla e deixou o PL em 2020.
No ano seguinte, filiado ao Partido da Mulher Brasileira (PMB) — hoje Democrata 35 –, o ex-deputado federal anunciou que se candidataria novamente ao Planalto em 2022. Ele acabou desistindo da corrida e firmou apoio ao então candidato Ciro Gomes (PDT). No mesmo ano, lançou pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Pros e, pouco mais de um mês depois, ingressou no PDT para disputar uma vaga ao Senado — ele ficou em sexto lugar.
Críticas a Lula e Bolsonaro
Em suas redes, Daciolo alterna-se entre a publicação de reflexões religiosas, trechos de entrevistas e críticas tanto à atuação de Lula quanto de Bolsonaro em áreas como infraestrutura. Ao trafegar pela BR 319, que liga Manaus a Porto Velho e, depois, passando pela Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, criticou o fato de nenhum dos governantes ter investido de forma eficiente na malha ferroviária do país.
Com Veja





