“A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, indicou nesta terça-feira (12), que a companhia prepara um aumento de preços da gasolina nos próximos dias. Sem detalhar valores ou prazo para a mudança, a executiva afirmou que reajuste na gasolina “vai acontecer já já”.
“Quando nós estávamos observando o aumento do preço da gasolina, observamos isso frente ao preço do etanol no mercado brasileiro nos últimos pouco mais de 15 dias. Nós tivemos um preço do etanol baixando bastante no mercado brasileiro. Ele é competidor, sim, do nosso mercado. Então, nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso ‘market share’ e na evolução do mercado do etanol.”
A declaração ocorre em meio à escalada dos preços internacionais do petróleo e derivados. Segundo a executiva, a Petrobras acompanha diariamente a volatilidade do mercado externo, mas mantém uma política comercial que evita o repasse imediato das oscilações internacionais aos consumidores brasileiros.
A presidente da Petrobras frisa que a estatal e o governo estão trabalhando em uma iniciativa conjunta para amenizar os efeitos do aumento dos preços da gasolina no Brasil. “Estamos trabalhando na questão da gasolina e, em breve, os senhores vão ter também boas notícias em relação à nossa gasolina” disse.
Magda afirmou ainda que a empresa monitora eventuais riscos de desabastecimento e reforçou que a estratégia da estatal busca preservar sua participação no mercado nacional de combustíveis. “Nós não estamos dispostos a abrir mão dele”, afirmou, ao comentar o “market share” da empresa.
A presidente da companhia destacou que a gasolina exige uma análise mais cuidadosa do que o diesel, devido à concorrência direta com o etanol hidratado. Segundo ela, a queda recente do preço do biocombustível no mercado brasileiro influencia as decisões da estatal, especialmente diante da ampla frota flex do país, que permite ao consumidor optar pelo combustível mais vantajoso financeiramente.
Em março, a Petrobras contou com uma subvenção do governo equivalente a R$ 0,70 por litro de diesel. Cerca de duas semanas depois, houve um novo suporte de R$ 0,80 por litro, totalizando R$ 1,50 em subvenções ao combustível. De acordo com Magda, a medida ajudou a amortecer os impactos da alta internacional sobre os preços internos.
A executiva também informou que haverá aumento nos preços do gás natural e afirmou que a companhia avalia mecanismos de suporte relacionados ao alargamento dos preços. Segundo ela, todas as decisões estão sendo tomadas levando em consideração o comportamento do mercado internacional e a necessidade de manter a competitividade da Petrobras no Brasil.
Com CNN Brasil





