Horas após o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, ser alvo de operação da PF, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já defendem que o baiano saia do posto estratégico para evitar que o episódio contamine a pré-candidatura do petista à reeleição.
A aposta dentro do governo é que ele mesmo opte por entregar o cargo para que o caso não respingue na campanha do chefe do Palácio do Planalto.
Mais cedo, o senador do PT foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero. As investigações apontam que Jaques teria atuado para beneficiar o Banco Master em troca de vantagens indevidas.
Interlocutores de Lula acreditam que é importante se envolver o mínimo possível com o escândalo e deixar a condução das explicações para Jaques.
Por isso, a leitura é que ele deveria sair de cena e se dedicar integralmente a prestar esclarecimentos sobre a operação da qual foi alvo nesta quarta-feira.
Para que o episódio não contamine a campanha de Lula, o líder do governo precisa ser mais direto e firme nas explicações, se diferenciando de Flávio Bolsonaro, que mergulhou em uma crise após a revelação da relação entre ele e Daniel Vorcaro.
O pré-candidato do PL à presidência deixou muitas lacunas abertas, o que prejudicou a sua performance nas pesquisas de intenção de voto mais recentes.
Com Veja





