O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Federação PSOL-Rede protocolaram uma representação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) pedindo a suspensão de uma carreata anunciada para recepcionar o senador carioca e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) em Campina Grande no próximo dia 3 de julho.
A ação é assinada pelo advogado Olímpio Rocha, presidente estadual do PSOL e pré-candidato ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o dirigente do PSOL se referiu a Flávio Bolsonaro e ao senador paraibano Efraim Filho (PL) como “carniça”.
Além de Flávio Bolsonaro, a representação tem como alvos o senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao Governo do Estado; o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), apontado como pré-candidato ao Senado; o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL); o vereador de João Pessoa Fábio Lopes (PL), responsável pela convocação do ato; e o diretório estadual do Partido Liberal.
Na representação, o PSOL sustenta que a mobilização anunciada ultrapassa os limites permitidos para o período de pré-campanha. Segundo o partido, a convocação para uma “grande carreata”, com percurso previsto entre o aeroporto e o centro de Campina Grande, apresenta características típicas de campanha eleitoral antecipada.
A ação cita publicações em redes sociais e reportagens sobre o evento. Entre os argumentos apresentados está a utilização da expressão “rota 22”, referência ao número do Partido Liberal, além da convocação pública de apoiadores para um ato de massa durante o período do Maior São João do Mundo.
Para o PSOL, a realização da carreata poderia gerar exposição política antecipada para pré-candidatos a cargos majoritários e proporcionais, desequilibrando a disputa antes do início oficial da propaganda eleitoral.
O partido pede que a Justiça Eleitoral proíba a realização da carreata e de atos semelhantes, como passeatas, bandeiraços, adesivaços e uso de equipamentos de som. Também solicita a retirada de conteúdos publicados nas redes sociais convocando apoiadores para o evento e a fixação de multa em caso de descumprimento.
Na petição, os autores afirmam que não pretendem impedir a visita de Flávio Bolsonaro à Paraíba nem restringir manifestações políticas, mas defendem que atos públicos com características de campanha eleitoral não podem ocorrer antes do período legalmente autorizado.
BLOG DO ALISSON NASCIMENTO
Com Blog do Maurílio Júnior





