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Indústria cobra ‘equilíbrio’ do governo Lula nas negociações do tarifaço com Trump

Para Ricardo Alban, chefe da CNI, o debate eleitoral e a polarização política não podem interferir no diálogo entre as duas nações nesta crise do tarifaço

Presidente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, o empresário Ricardo Alban avalia que o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros amplia a insegurança para o comércio bilateral, reduz a competitividade da indústria brasileira e afeta empresas e trabalhadores dos dois países.

Para ele, o momento é preocupante e exige uma postura equilibrada das autoridades. “É fundamental intensificar o diálogo entre Brasil e Estados Unidos para buscar uma solução negociada que preserve uma relação econômica construída ao longo de décadas e marcada pela complementaridade”, diz Alban.

Para o empresário, a polarização política nacional e o ambiente eleitoral não devem interferir nas negociações. Se o governo brasileiro arrastar o tema para a arena eleitoral, todos perderão. “O mais importante neste momento é que nem o ano eleitoral nem questões políticas interfiram em um debate que exige responsabilidade, equilíbrio e visão de longo prazo”, diz Alban.

O chefe da CNI lembra que a relação comercial entre os dois países é complexa, estratégica e não pode ser comprometida por decisões que causam prejuízos para ambos os lados.

O tarifaço dos Estados Unidos provocou fortes reações ao longo de toda a quinta-feira. O governo brasileiro culpou o clã Bolsonaro, chamados de falsos patriotas, pela medida da gestão de Trump contra o setor produtivo brasileiro.

A diplomacia brasileira também anunciou que o governo brasileiro adotará a lei de reciprocidade sobre as tarifas americanas, que devem atingir 18% das vendas aos Estados Unidos e provocando um estrago de mais de 4 bilhões de dólares na economia brasileira, num primeiro momento.

Com Veja

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