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Deputados aprovam pausa eleitoral e ALPB só volta a ter sessões após as eleições

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) terá apenas mais uma sessão ordinária antes das Eleições de outubro. A decisão foi tomada pelos deputados estaduais nesta terça-feira (01/09), durante a análise de uma Questão de Ordem apresentada pelo deputado Gilbertinho (União). A próxima sessão está prevista para 15 de setembro, e os trabalhos ordinários só devem ser retomados após o pleito.

A proposta foi aprovada por 17 votos favoráveis, nove contrários e uma abstenção. A justificativa apresentada pelos parlamentares que defenderam a medida é a necessidade de conciliar as atividades legislativas com a agenda de campanha dos deputados que disputam a reeleição.

A Questão de Ordem contou com o apoio do presidente da ALPB, Adriano Galdino (Republicanos), do líder do governo, Chico Mendes (PSB), além de integrantes da bancada de oposição.

Ao defender a mudança, Chico Mendes argumentou que a realização de sessões durante o período eleitoral poderia resultar em baixa participação dos parlamentares e pouco avanço na pauta da Casa.

“Não adianta fazer sessões, a gente sempre deu conta de zerar a pauta, e não adianta fazer sessões com dois ou três deputados. É bom seguirmos o modelo do Congresso Nacional”, opinou.

Medida gera divergências no plenário

A decisão, no entanto, não foi unânime. Entre os deputados que votaram contra a suspensão das sessões está Tovar Correia Lima (MDB), que defendeu a manutenção da rotina semanal de trabalhos legislativos.

“Eu nem queria discutir, pois essa é uma discussão do óbvio. Deveria haver sessões toda semana”, afirmou.

A deputada Chica Motta (Republicanos), integrante da base governista, também se posicionou pela continuidade das atividades presenciais da Assembleia.

“Acho muito distante ficarmos sem nenhum encontro, sem essa permanência aqui”, declarou.

Jane Panta (PP) foi outra parlamentar a votar contra a proposta. Para ela, as sessões deveriam continuar normalmente durante o período eleitoral.

“Eu sou contra. Acho que tem que ter as sessões, sim”, disse.

Durante a discussão, também foi sugerida a possibilidade de realização de sessões de forma remota. A alternativa, porém, não foi aprovada pelos parlamentares.

Ao final da votação, Adriano Galdino reforçou que a decisão segue o modelo adotado pelo Congresso Nacional e destacou que a realização de sessões com um número reduzido de deputados poderia comprometer a produtividade dos trabalhos.

“Só teremos sessão no dia quinze, peço um esforço para estarmos aqui de forma presencial, e depois só voltamos depois da eleição”, afirmou.

Com Portal da Capital

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