Levantamento presidencial divulgado nesta quinta-feira mostra os candidatos de PT e PL empatados tecnicamente tanto no primeiro quanto no segundo turno
A dez dias da votação em primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados tecnicamente no primeiro e no segundo turnos, segundo pesquisa Datafolha feita entre os dias 22 e 23 de setembro e divulgada nesta quinta-feira, 24.
De acordo com o levantamento, no primeiro turno, Lula tem 40% das intenções de voto, enquanto o senador chega a 36%, o que configura empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada há uma semana, no dia 17, Lula tinha 39% contra 36% de Flávio — ou seja, o petista oscilou um ponto para cima, enquanto o candidato do PL ficou estável.
Veja abaixo a pesquisa completa no primeiro turno:
Lula (PT): 40% (era 39%)
Flávio Bolsonaro (PL): 36% (era 36%)
Augusto Cury (Avante): 5% (era 6%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (era 4%)
Renan Santos (Missão): 3% (era 3%)
Romeu Zema (Novo): 1% (era 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era 1%)
Branco/nulo/nenhum: 5% (era 6%)
Indecisos: 2% (era 3%)
Segundo turno
No segundo turno, Lula tem 47% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, o que também configura empate técnico. Na pesquisa anterior, o petista tinha 46% contra 44% do candidato do PL — ou seja, tanto o presidente quanto o senador oscilaram um ponto para cima.
Veja os cenários de segundo turno:
Lula 47% a 45% Flávio Bolsonaro (era 46% a 44%)
Lula 46% a 44% Ronaldo Caiado (era 46% a 42%)
Lula 46% a 43% Augusto Cury (era 44% a 44%)
Lula 48% a 39% Renan Santos (era 47% a 38%)
Lula 48% a 39% Romeu Zema (era 48% a 39%)
Segundo o Datafolha, o novo levantamento captou o impacto de assuntos importantes da campanha eleitoral, como as novas revelações envolvendo o escândalo do Banco Master, o reajuste do programa Bolsa Família e o discurso de Lula na ONU, onde explorou principalmente o tema da interferência externa no processo eleitoral.
O quase imobilismo dos dois candidatos — ou a oscilação ponto a ponto — deve intensificar na última semana os esforços dos dois candidatos pelo voto útil. Somados, Cury, Caiado, Renan e Zema têm treze pontos percentuais, que podem ser decisivos se houver algum deslocamento expressivo de eleitores.
Metodologia
A nova pesquisa foi feita com 2. 002 eleitores, de forma presencial, e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o nº BR-00304/2026.





