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Flávio Bolsonaro apresenta pedido de investigação contra diretor-geral da PF por suposto uso eleitoral da corporação

Defesa acusa Andrei Rodrigues de usar a estrutura da Polícia Federal para favorecer o PT ao anunciar, no dia do primeiro turno, uma apuração sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, apresentou uma notícia-crime à Justiça Eleitoral neste domingo contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sob a acusação de usar a estrutura da corporação para beneficiar eleitoralmente o PT. A representação questiona o anúncio, no dia do primeiro turno, de uma apuração sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições e pede investigação por suposto crime eleitoral.

O principal questionamento recai sobre entrevista coletiva concedida por Andrei Rodrigues em Brasília, em 4 de outubro, dia do primeiro turno. Na ocasião, o diretor-geral afirmou que a PF havia recebido uma representação da AGU e encaminhado o caso à Diretoria de Inteligência para iniciar uma apuração preliminar sobre possível interferência externa.

Andrei ressaltou que ainda não havia sido publicada a portaria de instauração de um inquérito, mas que já existia uma investigação em andamento.

— Recebemos representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso — afirmou Rodrigues na data.

A defesa argumenta que o anúncio, feito no dia da votação, reforçou uma narrativa desfavorável ao candidato do PL. Segundo a representação, a apuração preliminar da PF foi arquivada em 7 de outubro, o que, para os advogados, reforça a tese de que a divulgação da suspeita no dia da eleição teve finalidade política.

“Se não havia o que apurar, restava apenas o que divulgar. E a divulgação, no dia do primeiro turno, só aproveitava a um partido: o Partido dos Trabalhadores”, diz trecho da peça.

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