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Cabo Gilberto ataca decisão do STF e diz que país vive “ruptura democrática” após negativa de prisão domiciliar a Bolsonaro

 líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL–PB), subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (2) ao criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que manteve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado, mesmo após alta hospitalar. Para o parlamentar paraibano, a negativa do pedido de prisão domiciliar representa abuso de poder e afronta aos princípios democráticos.

Durante entrevista, Cabo Gilberto afirmou que o Brasil atravessa um momento grave do ponto de vista institucional. “Em um país sério e verdadeiramente democrático, nada disso estaria acontecendo. O que estamos vendo é perseguição. Infelizmente, o Brasil deixou de ser uma democracia plena”, declarou.

A manifestação do deputado ocorre após Bolsonaro deixar o hospital DF Star, em Brasília, onde permaneceu internado por quase dez dias para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Ao longo da internação, o ex-presidente passou ainda por outros três procedimentos cirúrgicos, o que levou a defesa a solicitar a conversão da pena para prisão domiciliar de caráter humanitário.

O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes na quinta-feira (1º). Na decisão, o magistrado afirmou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de modificar o entendimento anterior, já firmado em 19 de dezembro. Segundo Moraes, os laudos médicos indicam melhora clínica do ex-presidente, e não agravamento do quadro de saúde.

O ministro também destacou que a carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) possui estrutura adequada para atender às recomendações médicas, com plantão de saúde 24 horas, acesso a medicamentos, fisioterapia e alimentação preparada por familiares.

Bolsonaro cumpre pena desde novembro, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe investigada pelo STF. Na decisão mais recente, Moraes reforçou ainda que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares anteriormente impostas, incluindo a destruição deliberada da tornozeleira eletrônica, fator que, segundo o ministro, justifica a manutenção do regime fechado.

As declarações de Cabo Gilberto ampliam o clima de confronto entre a oposição e o Judiciário e indicam que a decisão do Supremo deve seguir repercutindo no Congresso, alimentando o discurso de polarização política que marca o atual cenário nacional.

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