Na tarde da última quinta-feira (23), o Conselho Regional de Medicina na Paraíba (CRM-PB) divulgou uma nota pontual a preocupação com a retomada do Programa Mais Médicos, anunciada no início desta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade.
De acordo com o conselho é “extremamente preocupante a admissão de médicos nesse programa sem revalidação de diplomas e sem inscrições no Conselho Regional de Medicina, o que é necessário para o exercício profissional, conforme legislação vigente”.
Outro trecho da nota afirma que “é preocupante a participação de médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior sem inscrição no CRM e sem a revalidação dos diplomas. Por fim, solicitamos a comprovação da formação profissional de todos os médicos que pretendem atuar não só nesse programa, mas em qualquer circunstância em que haja atendimento à população brasileira”.
Confira a nota completa:
“O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba, autarquia federal que desenvolve suas atividades de acordo com a Lei 32268/57, regulamentada pelo Decreto n. 44.045/58 e pelas normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina, tem como objetivo não apenas fiscalizar e supervisionar a atividade médica no Estado, mas também defender o direito à saúde pública de qualidade da população e estar em sintonia com os médicos e a sociedade em geral.
Nesse sentido, vemos com preocupação a retomada do programa “Mais Médicos” da maneira como está sendo feita. Por um lado, o programa que objetiva interiorizar a assistência à saúde, entendemos ser louvável, importante e necessário, pois amplia o acesso da população à assistência médica. Por outro lado, vemos como extremamente preocupante a admissão de médicos nesse programa sem revalidação de diplomas e sem inscrições no Conselho Regional de Medicina, o que é necessário para o exercício profissional, conforme legislação vigente.
Ressaltamos que o Conselho não é apenas um órgão cartorial e fiscalizador, mas também atua na defesa da dignidade da profissão, ressaltando o papel social que dela se espera, o que só pode ser conseguido mediante o fortalecimento do caráter profissional e dos aspectos exclusivos e específicos da profissão médica.
Assim, é preocupante a participação de médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior sem inscrição no CRM e sem a revalidação dos diplomas. Por fim, solicitamos a comprovação da formação profissional de todos os médicos que pretendem atuar não só nesse programa, mas em qualquer circunstância em que haja atendimento à população brasileira.”
Blog do Alisson Nascimento





