O deputado estadual George Morais (União Brasil), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), afirmou nesta quarta-feira (4) que permanece a indefinição sobre quem comandará a Federação União Progressista no Estado. As declarações foram dadas à imprensa após sessão na Casa de Epitácio Pessoa.
Segundo o parlamentar, o cenário de incerteza tem provocado movimentações internas e busca por alternativas políticas, sobretudo com o prazo de filiação partidária se encerrando em cerca de um mês. “Permanece a indefinição, permanece essa insegurança em relação a quem comandará a Federação União Progressista aqui na Paraíba. Diante desse cenário de incerteza, todo mundo quer buscar caminhos, buscar alternativas viáveis. O prazo final de filiação se encerra em um mês e a gente continua defendendo que o melhor caminho para a Federação União Progressista é assumir a oposição ao governo do PT, ao governo federal, e o único que pode oferecer esse palanque aqui na Paraíba é a pré-candidatura de Efraim Filho”, argumentou.
A disputa pelo comando estadual da federação envolve os grupos do senador Efraim Filho (União Brasil) e do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), ambos colocados como pré-candidatos ao Governo da Paraíba.
Convite do PL e cenário alternativo
George Morais também comentou a possibilidade de mudança partidária, caso o comando da federação fique sob influência do Progressistas. “O convite do PL está feito, é bem recebido por nós. Temos uma parceria firme e consolidada aqui com o PL paraibano, principalmente através do nosso pré-candidato a senador Marcelo Queiroga. Apoiamos a candidatura de Valber em Cabedelo. Então é, sem dúvida alguma, uma ótima opção, excelente alternativa”, explicou.
O deputado citou ainda a agenda política prevista para o dia 22 de março. “Dia 22 de março contará com a presença do nosso pré-candidato a presidente Flávio aqui em João Pessoa. Sem dúvida alguma será um dia simbólico, impulsionador, motivador, que poderá dar o destino do nosso grupo para as eleições em 2026”, concluiu.
Presidência do PL
Questionado sobre o comando estadual do PL, George afirmou que a definição não depende apenas do grupo local. “Isso vai ser definido juntamente com a comissão e com a executiva nacional.”
Atualmente, o partido na Paraíba é presidido por Marcelo Queiroga.
Disputa estratégica
Nos bastidores, o grupo de Efraim defende alinhamento ao projeto nacional de centro-direita e não descarta migração para o PL, legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, caso não assuma o comando da federação.
Já aliados de Lucas Ribeiro argumentam que ele deverá assumir o Governo do Estado em abril, com a possível saída do governador João Azevêdo (PSB) para disputar o Senado, o que o colocaria em posição estratégica na corrida estadual.
De acordo com o estatuto da Federação União Progressista, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a definição do comando estadual ocorrerá cinco dias após o deferimento do registro da federação. A escolha do candidato ao Governo dependerá de decisão da direção nacional, em Brasília.
O cenário mantém o tabuleiro político em aberto e amplia a expectativa sobre os próximos movimentos dos grupos que disputam protagonismo para as eleições de outubro deste ano.
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