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Governo solicita à PF investigação de fake news sobre tragédia no RS envolvendo Eduardo Bolsonaro e outros

O governo solicitou à Polícia Federal (PF) uma investigação sobre a propagação de notícias falsas (fake news) relacionadas às tragédias recentes no Rio Grande do Sul, particularmente postagens feitas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG) e pelo influenciador Pablo Marçal. O pedido foi formalizado em um ofício enviado pelo Ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta (PT), ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o documento, as publicações dos parlamentares e do influenciador digital estão afetando a credibilidade de instituições essenciais na resposta a emergências, como o Exército, a Força Aérea Brasileira (FAB), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e diversos ministérios. A Secom destaca que as fake news “podem diminuir a confiança da população nas capacidades de resposta do Estado, prejudicando os esforços de evacuação e resgate em momentos críticos”.

O ofício detalha onze publicações identificadas como fake news, mencionando o número de interações, republicações, comentários e seguidores dos responsáveis pelos conteúdos. Entre as falsidades citadas está a alegação de Eduardo Bolsonaro de que o governo federal demorou quatro dias para enviar reforços à região afetada.

Pablo Marçal é apontado por postar informações enganosas sobre a atuação do poder público diante dos desastres ambientais no Rio Grande do Sul, incluindo afirmações de que a Secretaria da Fazenda estadual estaria impedindo a distribuição de doações e alimentos. Ele sugere que o ano eleitoral influencia a cobertura midiática dos eventos, distorcendo a realidade das operações de ajuda.

O senador Cleitinho é acusado de compartilhar ativamente fake news, como a informação de que o governo do Rio Grande do Sul estaria barrando caminhões de doações por falta de nota fiscal, o que ele descreveu em termos inflamados.

Procurado para comentar as acusações, o senador Cleitinho defendeu-se, afirmando que não propagou fake news, mas apenas divulgou informações já reportadas por veículos de mídia sobre as dificuldades na entrega de doações. Ele destacou que seu objetivo era promover seu projeto de destinar recursos do fundo eleitoral para a recuperação das áreas afetadas pela tragédia.

Até o momento, nem o deputado Eduardo Bolsonaro nem o influenciador Pablo Marçal se manifestaram sobre o pedido de investigação. O ministro Paulo Pimenta espera que a apuração desses casos reforce a credibilidade e a eficiência das instituições brasileiras em situações de crise.

Blog do Alisson Nascimento

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