Indicador ainda segue acima do teto da meta do Banco Central, o que justifica a Selic elevada
A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 0,58% em maio ante abril, mostram dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 12. O número apresenta uma desaceleração na comparação com o abril, quando o índice ficou em 0,67%. O resultado ficou levemente acima do esperado pelo mercado, que estimava um IPCA de 0,55% em maio.
No mês, a maior variação veio do grupo de alimentação e bebidas, que subiu 1,33%. A alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49% com o lanche saindo de 0,71% em abril para 0,49% em maio e a refeição de 0,54% para 0,51% no mesmo período.
O segundo maior desempenho foi setor de habitação, com alta de 1,22%. Já o setor de saúde e cuidados pessoais teve avanço de 0,90%. No grupo Habitação, a variação de 1,22% teve influência da energia elétrica residencial que subiu 3,67%. No caso da saúde, sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,20% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,72%, acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
Com Veja





