Em reunião ministerial que acontece na manhã desta terça-feira no Palácio do Planalto, o presidente Lula confirmou que Geraldo Alckmin continuará como vice-presidente da República na chapa que disputará a reeleição à Presidência em outubro deste ano. Para a disputa, Alckmin deverá deixar o ministério do Desenvolvimento, obedecendo à regra de desincompatibilização de cargos públicos determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A decisão reedita a parceria do petista com o político do PSB que derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. À época, a estratégia foi considerada um acerto pelos petistas, já que Alckmin é considerado um político moderado, há décadas crítico feroz das propostas do PT e ex-adversário do próprio Lula, o que significou um pacote de acenos para uma faixa do eleitorado que havia se distanciado do bolsonarismo.
Desde o ano passado, no entanto, a cúpula petista considerou escolher um substituto para o ex-tucano. As especulações chamaram a atenção de aliados de Lula que pertencem a partidos de centro, que começaram a cortejar o petista para alterar a composição da chapa que disputará novamente a Presidência neste ano.
Mantido na vice de Lula, Alckmin terá ainda papel na campanha do ex-ministro Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Por ter sido governador paulista em mais de uma oportunidade e sempre ter tido apoio expressivo no interior do estado – onde o eleitorado é majoritariamente conservador -, Alckmin deve atuar para conquistar eleitores de centro para o ex-chefe da equipe econômica do governo.
Na mesma reunião desta terça, Lula informou que ao menos 14 ministros deixarão o governo para, nas suas palavras, assumirem “missões muito mais importantes nos próximos meses”. Além disso, outros quatro deixarão suas pastas até a próxima quinta, 2.
As mudanças na Esplanada foram informadas em um momento de baixa de Lula nas pesquisas recentes, em que o petista aparece em empate técnico com o senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.





