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Mala Direta: Correios paralisam atividades na Paraíba após carteiros serem vítimas de agressões

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) no bairro do Cristo, em João Pessoa, paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (29/09) em protesto à violência contra carteiros na Paraíba. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), ocorrências foram registradas em diversas cidades do Estado.

Em entrevista, o diretor-geral do Sintect-PB, Tony Sérgio, informou que recebeu denúncias de carteiros sobre insultos, violência física e até ameaças de morte durante entrega de correspondências e materiais de mala direta relacionados ao período eleitoral.

“Os trabalhadores estão sendo agredidos como aconteceu lá em Campina Grande. Na cidade de Campina Grande, o trabalhador foi lá, tava distribuindo, um cidadão foi lá, atravessou a rua e foi agredir o trabalhador. Nós imediatamente chamamos a polícia, a polícia levou esse agressor para a Polícia Federal, onde prestou o depoimento. No sábado, mais um carteiro foi agredido aqui em João Pessoa, no centro. E além dessas cidades, tá acontecendo também esse problema em outras cidades, em São Bento, em Patos, onde trabalhadores estão sendo perseguidos. E ontem teve também ameaças ao trabalhador com uma pessoa portando uma arma de fogo, ameaçando a vida dele, ameaçando de morte, caso ele continuasse a distribuição. Então por isso que a gente parou aqui hoje”, relatou.

O sindicalista explicou que o serviço de Mala Direta é realizado pelos Correios como serviço previsto em lei e que trata-se de um objeto postal regular disponível a todos os clientes que sejam candidatos a cargos efetivos, partidos políticos, comitês eleitorais e agências de publicidade, para o envio de propaganda eleitoral e material relacionado à campanha.

Tony externou que a greve ocorre diretamente como uma forma de chamar atenção da sociedade e das empresas na garantia da segurança e continuidade do serviço dos profissionais.

“E esse material, ele é distribuído através de um contrato que é feito. E esse contrato, quando ele é realizado com o Correio, o trabalhador lá vai, faz a entrega. O que é que tá acontecendo? Partidos e candidatos contrataram o serviço do Correio através de mala direta para distribuir esse material de campanha nas casas, nas residências. E aí vem uma determinada pessoa e agride o trabalhador, ou física ou moralmente, e na greve ambiental a gente pode fazer isso para proteger os trabalhadores. O objetivo dessa greve que a gente tá fazendo, ou essa paralisação, é chamar a atenção da sociedade e da empresa que presta um serviço empresarial, e esse serviço empresarial, ele tem que ser garantida a segurança física e mental dos trabalhadores”, declarou.

Com Portal da Capital

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