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Motta prioriza governo Lula e deixa questões da oposição em 2º plano

Em ano eleitoral, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), tem feito, até o momento, mais acenos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que à oposição.

O parlamentar reuniu os líderes pela primeira vez em 2026, na última quarta-feira (30/01). O que ficou combinado depois do encontro é que a Casa não deve iniciar os trabalhos com propostas polêmicas na pauta. A expectativa é que não haja votações de grande impacto antes do Carnaval, período que esvazia o Congresso e leva deputados e senadores de volta a seus estados.

Motta, entretanto, disse que quer votar, na próxima semana, a Medida Provisória (MP) Gás do Povo e o projeto de lei que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano.

No mesmo dia, ele se encontrou com o ministro da Justiça, Wellington César, e afirmou ter prometido votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança após o Carnaval. O texto é uma das prioridades do Executivo e foi enviado ao Congresso ainda em 2024.

Ainda de acordo com a reportagem do Metrópoles, o parlamentar também esteve ao lado de Lula em eventos no Palácio do Planalto. O mais recente foi a sanção da segunda lei de regulamentação da reforma tributária.

Motta acena ao governo e esfria oposição

  • Em ano eleitoral, Hugo Motta tem sinalizado mais alinhamento ao governo Lula do que à oposição;
  • Líderes acordaram evitar propostas polêmicas e votações de grande impacto antes do Carnaval;
  • Motta quer votar a MP Gás do Povo, criar o IF do Sertão Paraibano e analisar a PEC da Segurança após o recesso;
  • Presidente da Câmara evitou comentar temas ligados a Bolsonaro e à sucessão, hoje concentrada em Flávio Bolsonaro.

Menos gestos à oposição

Nas últimas semanas, Motta evitou comentar temas ligados à oposição, a exemplo da transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista, para a Papudinha, em Brasília.

O chefe da Câmara não se manifestou, também, sobre a decisão de Bolsonaro em não apoiar a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República, apesar de serem do mesmo partido. O ex-mandatário escolheu o filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu sucessor político.

Em visita a Bolsonaro na prisão, nessa quinta-feira (29/01), Tarcísio acertou os ponteiros políticos e deixou o local dizendo que pretende se manter na disputa pelo governo de São Paulo.

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