A Paraíba já contabiliza 5.818 casos prováveis de arboviroses em 2026, sendo 5.670 registros de dengue, 145 de chikungunya e três de zika, segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), com dados atualizados até o dia 1º de agosto, referente à 30ª Semana Epidemiológica.
O cenário também chama atenção pelo número de mortes. O estado confirmou 11 óbitos por dengue neste ano, registrados nos municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Campina Grande, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, São Bento — que concentra quatro mortes — e Sumé.
Diante do avanço dos casos, a Secretaria de Estado da Saúde iniciou a atuação da Sala de Situação das Arboviroses, uma estrutura voltada para o monitoramento diário do cenário epidemiológico e para o fortalecimento das ações de prevenção, controle e assistência em parceria com os 223 municípios paraibanos.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, a iniciativa busca garantir uma resposta mais rápida diante das mudanças no comportamento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
“A Sala de Situação permitirá fortalecer a vigilância em saúde, acompanhar os indicadores epidemiológicos de forma permanente e garantir suporte aos municípios para ações de prevenção, controle do vetor e atendimento à população”, destacou.

A nova estrutura será responsável pelo acompanhamento das notificações, investigação dos casos, fluxo laboratorial e assistencial, além da análise dos dados que poderão orientar decisões e estratégias conforme a realidade de cada região do estado.
A técnica responsável pelo núcleo de Arboviroses da SES-PB, Carla Jaciara, ressaltou que o monitoramento contínuo é fundamental para identificar alterações no cenário e orientar os gestores municipais.
Além das ações de vigilância, a Secretaria reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito Aedes aegypti. Entre as medidas recomendadas estão eliminar recipientes que acumulam água parada, manter caixas d’água e reservatórios tampados, limpar calhas e ralos, descartar corretamente pneus e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias nas residências.
A orientação é que pessoas com sintomas como febre alta, dores no corpo e nas articulações, manchas na pele, dor atrás dos olhos ou mal-estar intenso procurem uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento.





