O relator da PEC do fim da escala 6×1, Leo Prates, apresentou à comissão especial seu parecer que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em até 14 meses após a promulgação da proposta.
De acordo com o relatório, as primeiras duas horas serão suprimidas da jornada de trabalho até dois meses após a promulgação da PEC. As outras duas horas serão retiradas em até 12 meses após a primeira mudança.
O fim da escala 6×1, que garante ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a medida ser promulgada.
Membros da comissão especial devem pedir vista ao final da leitura do parecer, que deve ser debatido e votado pelo colegiado comandado por Alencar Santana na próxima quarta-feira. A expectativa é que o relatório seja apreciado em plenário entre quarta e quinta-feira desta semana.
Depois de aprovado pelos deputados, o texto ainda precisará do aval dos senadores. Vale lembrar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está afastado do governo Lula e impôs derrotas amargas ao Executivo recentemente.
Desde que a PEC começou a avançar dentro da Câmara, o principal impasse girou em torno do período de transição.
Por um lado, empresários queriam um tempo para poder aplicar as novas regras. Do outro, o governo Lula era contrário e pedia uma implementação imediata.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, se reuniram e fecharam um acordo sobre os principais pontos da PEC.





