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TRE-PE suspende pesquisa Veritá que registrava empate técnico entre Raquel Lyra e João Campos

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou nesta segunda-feira(13), a suspensão da divulgação da pesquisa Veritá, para o Governo de Pernambuco, divulgada no último dia 5 de abril. Registrada sob o nº PE-02184/2026, o levantamento apontava empate técnico entre a governadora do Estado Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

A decisão atende a uma representação apresentada pelo Diretório Estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A tutela de urgência foi pedida pelo diretório estadual do MDB e o desembargador relator, Fernando Braga Damasceno, foi quem julgou o caso.

O relator do caso, desembargador Fernando Braga Damasceno, ordenou a retirada do conteúdo já publicado pelos meios de comunicação sob responsabilidade do instituto no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Segundo a ação, a pesquisa apresentaria inconsistências técnicas, como falhas no plano amostral, ausência de informações obrigatórias e problemas na descrição metodológica de coleta de dados, que comprometeriam a confiabilidade do levantamento e poderiam induzir o eleitorado ao erro.

Na decisão, o magistrado apontou indícios de comprometimento da confiabilidade da pesquisa e risco de influência indevida sobre o eleitorado. Diante disso, o desembargador concedeu parcialmente o pedido de tutela de urgência, determinando a suspensão da pesquisa. A decisão tem caráter liminar e o mérito do caso ainda será julgado.

A metodologia adotada parece não permitir a verificação da fidedignidade dos dados coletados, nem a formação de um juízo crítico, seja no momento da coleta da informação, seja em momento posterior, acerca da veracidade das informações prestadas pelo entrevistado, circunstância que dificulta a ação fiscalizadora pelas partes legitimadas. […] O perigo de dano também se encontra configurado, uma vez que a divulgação de pesquisa com tais vícios, em período eleitoral, possui aptidão para influenciar indevidamente a percepção do eleitorado, afetando a normalidade e a legitimidade do pleito, sendo certo que os efeitos dessa divulgação são de difícil reversão”, declarou Fernando Damasceno na decisão.

O MDB, que integra o campo político de apoio a João Campos, argumentou que a medida busca garantir o cumprimento das regras eleitorais. De acordo com o presidente estadual do partido, Raul Henry, “não se pode normalizar a divulgação de pesquisas com fragilidades técnicas que possam distorcer o cenário político”. Ele afirmou ainda que o partido atuará para assegurar a transparência do processo eleitoral.

Decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais do Maranhão (TRE-MA) e de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) já lançaram questionamentos sobre a atuação do Instituto Veritá conforme divulgado na imprensa dos Estados de Pernambuco e da Bahia, além do Portal Brasil 247.

Com Polêmica Paraíba

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