De acordo com informação divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo na última sexta-feira (3), o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro tentou trazer para o Brasil, de forma irregular, jóias de diamante avaliadas em cerca de 3 milhões de euros, o equivalente a R$ 16,5 mi.
As jóias foram um presente do governo da Arábia Saudita para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presente continha um colar, um anel, um relógio e um par de brincos. Os produtos foram apreendidos no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na mochila do militar Marcos André dos Santos Soeiro, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
O ato foi ilícito porque a lei brasileira só autoriza passageiros a entrarem no país com itens de valor acima de R$ 1 mil caso ele pague um imposto de importação equivalente a 50% do valor do produto. Vale ressaltar que o governo brasileiro poderia ter recebido as joias como um presente oficial, o que não é ilegal. No entanto, os bens ficariam para o Estado, e não para a família Bolsonaro.
As imagens das jóias foram divulgadas pelo ministro das Comunicações do atual governo Lula, Paulo Pimenta nas redes sociais, nesta sexta-feira (3). “Bolsonaro tentou trazer ilegalmente colar e brincos de diamante de R$ 16,5 milhões para Michelle. Os presentes foram dados na Arábia Saudita no final de 2021”, escreveu o ministro.
Neste sábado (4), o ex-presidente, Jair Bolsonaro, negou ilegalidade no caso. “Estou sendo acusado de um presente que eu não pedi, nem recebi. Não existe qualquer ilegalidade da minha parte. Nunca pratiquei ilegalidade. Veja o meu cartão corporativo pessoal. Nunca saquei, nem paguei nenhum centavo nesse cartão”, relatou Bolsonaro à CNN Brasil.
Cerca de quatro tentativas de resgatar as peças foram realizadas. As tentativas envolveram o gabinete presidencial de Bolsonaro e três ministérios – da Economia, de Minas e Energia e de Relações Exteriores – além de militares. No entanto, os itens continuam retidos na Receita Federal.
Blog do Alisson Nascimento





