A vereadora de Bayeux, Rosiene Sarinho (PSB), investigada por suposta participação em um esquema de “rachadinhas” e contratação de funcionários fantasmas, se pronunciou na tarde desta terça-feira (28).
Por meio de nota publicada nas redes sociais, a parlamentar afirmou que os fatos citados na investigação não têm relação com o exercício do mandato. “Tratam-se de vínculos ligados à estrutura da Prefeitura Municipal, sobre os quais Rosiene Sarinho nunca exerceu qualquer ingerência, controle ou influência, sobretudo por integrar a oposição à atual gestão do Poder Executivo”, diz o texto.
No documento, Rosiene também criticou as medidas cautelares impostas no âmbito da operação, como o afastamento do cargo. “É uma medida de caráter extremo, que silencia a voz de milhares de cidadãos legitimamente representados nas urnas. Diante disso, a assessoria jurídica já adotou as medidas cabíveis para reverter tal decisão e garantir o pleno exercício das funções”, afirma outro trecho da nota.
Operação “Mal Partido”
Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de Bayeux e na residência da vereadora, que também já ocupou o cargo de secretária de Saúde do município.
A Operação “Mal Partido” tem como objetivo apurar um possível desvio de recursos públicos por meio de um esquema de “rachadinhas” e da contratação de funcionários fantasmas na administração municipal.
Em entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, a delegada Viviane Souto afirmou que, ao perceber a chegada das equipes policiais, a vereadora teria arremessado um celular do 19º andar do prédio onde mora, no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa. O aparelho foi recuperado e deverá passar por perícia técnica.
Além de Rosiene, também foram alvos dos mandados o filho da vereadora e o chefe de gabinete parlamentar. O filho, que já foi secretário municipal, teve o afastamento determinado pela Justiça e está impedido de exercer funções de confiança na Prefeitura de Bayeux por tempo indeterminado.





