O Sistema Único de Saúde (SUS) terá uma ampliação na oferta de medicamentos trombolíticos utilizados no atendimento de casos de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. A medida foi sancionada nesta quarta-feira (2) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inclui as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).
Os trombolíticos são medicamentos capazes de dissolver coágulos que bloqueiam os vasos sanguíneos. No caso do infarto agudo do miocárdio e do AVC isquêmico, a utilização rápida, quando indicada pela equipe médica, pode ajudar a restabelecer a circulação e reduzir o risco de mortes e sequelas.
A nova medida não cria o uso desses medicamentos no SUS, já que os protocolos da rede pública já preveem a utilização de trombolíticos nos serviços de urgência e emergência. A mudança busca ampliar e organizar a disponibilidade dos remédios, cuja aquisição atualmente é realizada pelos gestores locais de saúde.
Durante a cerimônia de sanção, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também assinou uma portaria que criou um comitê responsável por acompanhar a implementação das linhas de cuidado para doenças cerebrovasculares e cardiovasculares tempo-dependentes, como AVC e infarto. O grupo deverá analisar e propor ações para melhorar o acesso aos medicamentos e qualificar o atendimento.
Nos casos de infarto, o trombolítico pode ser utilizado principalmente quando procedimentos de maior complexidade, como a angioplastia, não estão disponíveis dentro do período recomendado. Por isso, a rapidez entre o início dos sintomas, o diagnóstico e o tratamento é considerada fundamental.
O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano. Em 2025, o SUS contabilizou 292 mil atendimentos por AVC, sendo 218 mil relacionados ao tipo isquêmico.





