Ministro do STF, Edson Fachin fez um importante pronunciamento, há pouco, no Palácio do Planalto, onde participa de uma cerimônia ao lado do presidente Lula.
O ministro pediu espaço para falar da crise que envolve a Corte, desde que foram tornadas públicas mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.
O ministro prometeu “fazer o que é certo”, diante de denúncias de articulações para abafar o escândalo e evitar que os fatos sejam investigados. Segundo Fachin, “os acontecimentos demonstram a urgência de três metas: código de ética, fim do inquérito das fake news e modernização da Justiça”.
“Os fatos estão sendo apurados. Esta presidência seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação. Faremos o que é certo, no tempo e na forma que a ordem jurídica exige”, disse Fachin.
O chefe do Supremo defendeu as instituições, no momento em que a grave crise do Banco Master avança sobre figuras públicas de diferentes poderes.
“As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado de direito democrático”, seguiu Fachin.
“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos, ao contrário. Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, mas tampouco hesitação”, seguiu Edson Fachin sobre o momento do STF.
A declaração de Fachin se deu na frente de diferentes lideranças do sistema de Justiça brasileiro, incluindo o chefe da PGR, Paulo Gonet, que foi citado nas mensagens de Vorcaro com Moraes.
“A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, disse Fachin.





