O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL, foto), relator da CPMI do INSS, chamou de “criminoso” o deputado federal Lindbergh Farias (PT) após acusá-lo de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação de fatos, com base em documentos e mensagens que afirmam ter recebido.
Em discurso no plenário da Câmara, Gaspar disse que foi alvo de ataques e acusou aliados de Lindbergh de tentarem “enxovalhar a honra”.
“Faz um mês que fui atacado de forma covarde, vil e abjeta por um ato criminoso do senhor Lindbergh Farias. Este deputado foi acusado de estrupo faz um mês. Eu desafio a Polícia Federal, Ministério Público, STF, Corregedoria e Conselho de Ética a apurar. Mas, senhores, não vai ter nada a apurar, porque isso foi denunciação caluniosa de um criminoso chamado Lindbergh Farias. Mas fica aqui o desafio, o desafio porque faz um mês que está tudo parado. Eles querem enxovalhar a honra de homens decentes para descer ao esgoto da política.”
Exame de DNA
Na quinta, 23, Gaspar divulgou um vídeo em que aparece realizando um exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas.
“Eu estou aqui na perícia oficial do estado de Alagoas. Por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta, o meu teste de DNA. Fui acusado de forma covarde, vil e abjeta por membros do Partido dos Trabalhadores de algo que não pratiquei. As acusações foram feitas durante sessão da CPMI do INSS, enquanto Gaspar apresentava o relatório final da comissão.
“Cortina de fumaça”
O deputado afirmou que o PT criou essa “cortina de fumaça” no dia em que pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Lulinha, filho do presidente Lula, que acabou rejeitado após articulação da base governista.
“A cortina de fumaça foi justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República. O PT age assim. Quem tem a verdade, não teme absolutamente nada. O crime que praticaram contra a minha pessoa foi vil e abjeto. Mas a verdade é soberana. Eu só quero justiça, eu quero celeridade, o povo brasileiro merece essa resposta imediata”, afirmou Gaspar.
Denúncia
Lindbergh e Soraya apontam suspeitas de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos, com base em documentos e mensagens que dizem ter recebido.
Eles pediram sigilo na tramitação e a adoção de medidas urgentes para preservar provas e proteger os envolvidos.
A dupla enviou à Polícia Federal um pedido de investigação sobre o deputado.
Segundo o relato, a denúncia envolve um caso ocorrido há cerca de nove anos, em Alagoas, quando a vítima teria 13 anos.
Os autores relatam uma gravidez e que teriam ocorrido tratativas financeiras para evitar que o caso fosse levado às autoridades.
Com O Antagonista





