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Candidato a deputado estadual pelo Podemos é preso acusado de ligação com o PCC

Emerson Rocha, que disputava uma eleição pela primeira vez, se declarou como empresário à Justiça Eleitoral

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) realizada nesta quinta-feira, 20, prendeu um candidato a deputado estadual pelo Podemos por indícios de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). “O principal investigado possui extensa ficha criminal e vínculo com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital, ou PCC, sendo apontado como responsável pelo conluio que envolve os demais investigados”, informou a Promotoria.

O político em questão é Emerson Dias Rocha, que, de acordo com dados da Justiça Eleitoral, disputava uma eleição pela primeira vez. Natural de Belo Horizonte, ele se declarou como empresário. As investigações continuam.

As diligências contaram com apoio da Polícia Militar, por meio do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), e da Polícia Civil, cumprindo mandados de busca e apreensão contra onze alvos, além de duas ordens de prisão preventiva. Foram atingidos 21 endereços nos municípios paulistas de Cotia, São Paulo, Jandira e São Lourenço da Serra, e em Balneário Camboriú (SC).

Ainda segundo a Promotoria, durante as buscas, houve a apreensão de seis veículos: Jeep Commander, Jeep Compass, Volkswagen Taos, Volkswagen Polo, Mitsubishi L200 Triton e Chevrolet Onix. Também foram recolhidos aparelhos celulares, computadores, notebook, pen drive, cartões de memória e livros com anotações, materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações.

A maior parte das apreensões ocorreu em imóveis localizados em Cotia. Em uma empresa foram apreendidos um notebook, um computador, três cartões de memória e livros com anotações. Ao todo, 96 policiais militares do 5º BAEP e oitenta policiais civis participaram do cumprimento das medidas judiciais. O espaço está aberto para manifestação da defesa do envolvido.

Crime na política

Uma reportagem mostrou que Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) e instituições estaduais atuam para evitar que candidatos ligados ao crime consigam apresentar candidatura junto à Justiça Eleitoral nas próximas semanas. Operações já estão em andamento e suspeitos monitorados. Até o dia da votação, em outubro, uma das metas das autoridades é permitir também que eleitores votem de maneira livre.

Mas as preocupações de autoridades brasileiras chegam a outros patamares também. Um deles é o problema criado por criminosos ou aliados do crime que chegam ao poder. Uma das metas dessas associações é mudar legislações que possam beneficiá-las e trancar ou evitar investigações. Na parte administrativa do Poder Público, uma das metas das organizações é saber movimentos licitatórios para lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada criadas meses antes em uma preparativa para abocanhar contratos, movimento que ocorre em maior proporção em municípios.

Com Veja

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