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Caso Ramagem: governo Lula retalia EUA e retira credenciais de oficial americano no Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira, 22, que o governo brasileiro retirou as credenciais de um agente dos Estados Unidos em reciprocidade ao que ocorreu com o adido da PF em Miami nesta semana. “Esse policial norte-americano deixa de ter acesso a nossa unidade, assim como nosso servidor em Miami teve”, disse Rodrigues em entrevista à Globo News.

Brasil e Estados Unidos se estranharam, mais uma vez, diante da publicação do Departamento de Estado americano, corroborado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso”, disse a postagem feita nas redes sociais sobre o caso do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.

Rodrigues e fontes da VEJA informaram nos últimos dias que desde a publicação nas redes sociais, nenhum comunicado oficial sobre a retirada de Marcelo Ivo Carvalho foi realizada pelo governo de Donald Trump aos integrantes da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Carvalho deixou solo americano por determinação de Rodrigues e para seu lugar deve assumir a delegada Renata Alves Torres, que atuava em Minas Gerais.

Na segunda-feira, 13, o ex-deputado Ramagem foi abordado por agentes do serviço de imigração, Immigration and Customs Enforcement (ICE), e ficou detido na cidade de Orlando, no estado da Flórida. Ele foi soltado dois dias depois. As razões que levaram à soltura de Ramagem não foram divulgadas pelo órgão norte-americano.

Ramagem é alvo de um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro às autoridades dos Estados Unidos no final de janeiro deste ano. O julgamento do caso, no entanto, ainda não ocorreu. Ramagem, que também é ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pediu asilo político ao país da América do Norte logo depois de chegar ao território americano. O ex-parlamentar deixou o Brasil em uma tentativa de escapar do cumprimento da pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de 21 anos de prisão no regime inicial fechado por participação na chamada “trama golpista”.

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