O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o vazamento de um áudio envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A manifestação ganhou repercussão no meio político porque, até recentemente, havia rumores nos bastidores da direita nacional sobre uma possível composição entre os dois para as eleições de 2026, com Zema sendo cotado como eventual candidato a vice em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais, Zema afirmou que a suposta negociação envolvendo recursos milionários compromete a credibilidade da direita brasileira e contradiz o discurso defendido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, escreveu.
A declaração de Zema ocorreu após reportagem publicada pelo Intercept Brasil apontar a existência de mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Segundo a publicação, o senador teria negociado cerca de R$ 61 milhões com o banqueiro para viabilizar o patrocínio de um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. O valor total discutido para o projeto poderia chegar a R$ 134 milhões.
Ainda conforme a reportagem, ao menos seis operações financeiras teriam sido realizadas entre fevereiro e maio de 2025, totalizando R$ 61 milhões. No entanto, o site afirma que não há comprovação de que todo o montante negociado tenha sido efetivamente pago.
Uma das mensagens atribuídas ao caso teria sido enviada em 15 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão de Daniel Vorcaro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.
A fala de Romeu Zema foi interpretada como um movimento de distanciamento em relação ao grupo político de Flávio Bolsonaro, em meio às articulações para a disputa presidencial.
Nos bastidores, lideranças conservadoras vinham discutindo possíveis alianças entre os dois pré-candidatos. A crítica pública, porém, evidenciou divergências e aumentou a tensão dentro do campo da direita.
Com Fonte83





