O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que não mantém nenhum vínculo com Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro, e afirmou que evitou assistir ao vídeo em que a ex-primeira-dama tece críticas a ele.
As declarações foram dadas em entrevista ao Flow Podcast, quando o parlamentar também comentou a produção do filme Dark Horse e sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Não vi e não gostei
Ao justificar por que optou por não ver o material, o senador disse que “é uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro”.
O parlamentar negou a existência de articulação por trás do atrito com Michelle e afirmou não compreender as razões dos ataques recebidos.
Ele ponderou que o respeito ao ex-presidente impediu uma resposta mais contundente: “Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei, que se não fosse, certamente, eu acho que não teria chegado nesse ponto, a gente teria estancado antes”.
Segundo o senador, as portas da campanha permanecem abertas a qualquer pessoa disposta a se engajar contra o que classificou como “inimigo do Brasil”, em referência a Lula.
Filme rodado nos EUA e vínculo com Vorcaro
Sobre Dark Horse, Flávio explicou que a escolha por filmar nos Estados Unidos, com elenco internacional, decorreu do temor de interferência do Judiciário brasileiro.
Uma eventual decisão do Supremo Tribunal Federal poderia travar o projeto e atingir profissionais envolvidos: “Sabe por que não foi feito aqui? Porque senão alguém do Supremo Tribunal Federal ia dar uma canetada, ia inviabilizar o filme. Ia perseguir os atores, ia perseguir a produtora”.
O parlamentar confirmou ter participado da captação de recursos para o longa e disse que sua aproximação com Daniel Vorcaro ocorreu antes de o banqueiro ser apontado como alvo de um esquema de fraudes financeiras.
De acordo com o senador, as tratativas começaram em dezembro de 2024, período em que o investidor não enfrentava acusações conhecidas e circulava normalmente entre autoridades e veículos de imprensa.
Flávio classificou o acordo como estritamente privado: “Foi um contrato privado, para um filme privado. Sem nenhuma contrapartida pública”.
Ao ser questionado sobre sua reação diante da revelação do escândalo, o senador disse que Vorcaro buscava, à época, negociar a venda do banco com o Banco Central de maneira supostamente regular, e que apenas com o avanço das investigações as irregularidades na origem das operações teriam se tornado evidentes.





