O governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (Progressistas) afirmou, durante sabatina na CBN João Pessoa, que suas convicções religiosas não são utilizadas como ferramenta de atuação política. Ao ser questionado sobre sua proximidade com movimentos evangélicos e, ao mesmo tempo, sua aliança política com o presidente Lula (PT), ele afirmou que sua referência cristã está relacionada à forma como pretende conduzir a gestão pública.
Lucas foi questionado sobre qual seria a orientação de um eventual novo mandato: mais progressista ou mais conservadora. Em resposta, afirmou que não pretende colocar uma corrente ideológica acima das necessidades da população.
“Eu estou falando qual é a minha conduta, a minha posição é essa, é de servir as pessoas (…) A minha ideologia é cuidar das pessoas, cuidar dos paraibanos e paraibanas, daquelas pessoas que mais precisam”, declarou.
Lucas também fez questão de diferenciar sua fé pessoal da utilização política da religião.
“Eu não uso a minha fé como instrumento político. Eu acho que a fé da gente tem que falar com atitudes, com condutas, com a forma da gente agir”, afirmou.
Lucas também disse que não costuma utilizar publicamente sua religião para se apresentar ou construir uma imagem política.
Durante a sabatina, o governador anunciou ainda a criação de uma Coordenadoria de Liberdade Religiosa, que, segundo ele, deverá funcionar como um braço do gabinete do Governo do Estado para promover o diálogo com diferentes grupos religiosos.
Lucas afirmou que o decreto para criação da estrutura já está pronto e que a proposta é estabelecer uma interlocução institucional com pessoas de diferentes crenças.
“Eu estou criando, já está pronto o meu decreto, a Coordenadoria de Liberdade Religiosa, que será um braço no meu gabinete de governo para haver esse diálogo com todos, como você bem falou, com todos, com todas as religiões, todos aqueles que professam a sua fé”, declarou.
O governador defendeu que o poder público deve respeitar a liberdade de crença e afirmou que essa postura já faz parte de sua atuação como gestor e como cidadão.
Com PB Agora





