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Paraíba pode enfrentar atraso na liberação de corpos pelo IML, alerta associação

Segundo a APML, Paraíba já enfrenta atrasos na emissão de laudos periciais por conta do déficit de profissionais.

A Paraíba poderá enfrentar atraso na produção de provas técnicas em crimes e até a liberação de corpos pelo Instituto Médico Legal (IML). O alerta foi feito pela Associação dos Peritos Oficiais Médico-Legais da Paraíba (APML), nessa terça-feira (14).

Segundo a APML, o estado já enfrenta atrasos na emissão de laudos periciais por conta do déficit de profissionais, que compromete a capacidade de resposta da perícia oficial.

Entre as atribuições dos médicos-legistas estão a realização de necropsias, exames de lesão corporal, perícias em vítimas de violência sexual, exames toxicológicos e outros procedimentos essenciais que servem como prova técnica indiscutível em investigações policiais e processos judiciais.

Ainda segundo a Associação, a Paraíba conta com apenas 74 médicos-legistas na ativa. A estimativa é de que o estado precisaria de um efetivo de pelo menos 200 profissionais.

“Esse abismo entre o número atual de servidores e a alta demanda diária tem gerado um quadro de esgotamento mental severo na categoria, agravado por condições de trabalho que precisam de melhorias urgentes e pelo pagamento de um adicional de insalubridade considerado irrisório”, pontuou a APML.

Segundo o presidente da APML, Patrício Eduardo Abrantes Sarmento, o serviço prestado pelos médicos-legistas é essencial para a sociedade.

“O médico-legista exerce atribuições que exigem formação médica e conhecimento técnico especializado, previstas em lei. Cada exame realizado pode ser decisivo para esclarecer um crime, identificar a causa de uma morte ou garantir direitos às vítimas. No entanto, trabalhar com um déficit tão grande adoece o profissional. Há um desgaste mental extremo e diário. Lidamos com a morte e a violência em condições estruturais que precisam melhorar, recebendo uma insalubridade que não reflete o risco e o peso real da nossa atividade”, afirmou o presidente.

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