Artigo também cita aliados dos EUA na região, como El Salvador, Argentina e Equador
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira, 23, um texto que cita o Brasil como um dos “quatro grandes desafios” do governo americano na América Latina. O artigo foi escrito por um colunista do portal de notícias Newsmax, conhecido pelo perfil conservador, e recebeu o título de “Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina” — uma referência ao triunfo da direita e da extrema direita em eleições na região, que historicamente pendula de um lado ao outro do espectro político.
“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se unindo em torno de seu filho na tentativa de destituir o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma o colunista John Gizzi, divulgado por Trump.
Gizzi também disse que “a eleição já está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados”, ecoando uma alegação falsa acionada pela direita — especialmente pela família Bolsonaro — sobre a fragilidade do processo no país.
O artigo, por sua vez, cita aliados dos Estados Unidos na América Latina. São eles: El Salvador, de Nayib Bukele; Argentina, de Javier Milei; Equador, de Daniel Noboa; Honduras, de Nasry “Tito” Asfura; Bolívia, de Rodrigo Paz; Chile, de José Kast; e Colômbia, de Abelardo de la Espriella, eleito neste domingo. Também canta vitória da direitista Keiko Fujimori no Peru, embora a contagem de votos ainda esteja em andamento. Com 99,71% das urnas apuradas, ela lidera a disputa com 50,11%.
No início deste mês, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Escudo das Américas — uma coalizão política e militar voltada para o Hemisfério Ocidental lançada pelo presidente Donald Trump em março — deverá ganhar novos integrantes nos próximos meses. Com a adesão de países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador, a iniciativa foi criada para ampliar a cooperação regional no combate ao terrorismo, ao tráfico de drogas e ao crime organizado transnacional.
Ele também celebrou a amizade dos Estados Unidos com países da América Latina, mas colocou o Brasil na lista de exceções. “É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”, disse ele ao Senado na época.





