Mesmo em um contexto de juros altos e de endividamento maior das famílias, a Paraíba se destaca em mais um indicador econômico em 2026 no cenário regional. A nova pesquisa do IPC Maps, o mapa do Índice do Potencial de Consumo das famílias, mostra que os gastos dos paraibanos deverão chegar a R$ 115,3 bilhões neste ano, uma alta de 3,2% sobre o ano anterior (R$ 111,7 bilhões), a 2ª maior taxa de crescimento dos estados do Nordeste.
Para se ter uma ideia, o consumo das famílias na Região Nordeste, diferente de anos anteriores, terá uma leve queda neste ano (-0,3%) enquanto Sergipe (4,9%) e a Paraíba (3,2%) terão as maiores taxas de crescimento nominal da Região. Já cinco dos nove Estados nordestinos terão queda no consumo em 2026 sobre o ano anterior: Pernambuco (-2%); Ceará (-2%); Piauí (-1,3%), Maranhão (0,5%) e Bahia (-0,1%).
MAIORES CONSUMOS EM 2026 NA PARAÍBA– Entre os maiores gastos das famílias da Paraíba em 2026 estão as áreas de habitação (R$ 22,188 bilhões); alimentação no domicílio (R$ 12,571 bilhões); veículos próprios (R$ 9,611 bilhões); higiene e cuidados pessoais (R$ 4,585 bilhões); e alimentação fora do lar (R$ 4,324 bilhões).
A pesquisa IPC Maps 2026 mostra ainda que o número de cidades paraibanas com consumo acima de R$ 1 bilhão cresceu de 11, em 2025, para 12 cidades, em 2026. O mapa de consumo bilionário incluiu este ano a cidade de Mamanguape (R$ 1,037 bilhão). Em relação a 2025, o ranking das cinco cidades com maior consumo segue a mesma posição: João Pessoa lidera (R$ 36,323 bilhões) e Campina Grande (R$ 15,906 bilhões) vem em segundo lugar. Mais atrás seguem as cidades de Santa Rita (R$ 3,856 bilhões); Patos (R$ 3,270 bilhões) e de Cabedelo (R$ 2,585 bilhões). Outras sete cidades completam a lista de consumo acima de R$ 1 bilhão (veja o gráfico).
COMBINAÇÃO DE FATORES FAVORECE PARAÍBA – Para o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, o crescimento do consumo das famílias paraibanas tem resistido a cada ano, mesmo em cenário mais desafiante como é caso deste ano com o Nordeste em queda no consumo e na participação no país.
“Acredito que uma combinação de fatores favorece ainda o crescimento do consumo no Estado da Paraíba em 2026: a geração de empregos, os investimentos públicos e a melhora do setor de serviços, em especial do turismo, e também da construção, que são os mais dinâmicos da economia”, apontou.
Segundo Marialvo, “a Paraíba vem acumulando indicadores positivos em todas as áreas sejam econômicas, sociais ou fiscais nos últimos anos e isso tem reflexo também no consumo das famílias. A redução da taxa de desocupação, por exemplo, para 6% em dezembro de 2025, a menor da série histórica do IBGE em 13 anos, é algo significativo e relevante para o consumo, mesmo em um cenário de juro alto e de endividamento das famílias. Um dos fatores diferenciais da Paraíba tem sido a gestão fiscal equilibrada nos últimos sete anos. Esse fator tem elevado os investimentos públicos em obras em todas as regiões do Estado de forma contínua, gerando também contratações no setor da construção a cada ano. Além disso, temos um estoque de empregos ativos com carteira assinada, somente na iniciativa privada, que soma 545 mil postos, que vem crescendo ano após ano de forma consecutiva. Para se ter uma ideia, no período de 2019 a 2025, esse estoque só do setor privado aumentou 145 mil postos, além da criação de 1,3 milhão de empregos com carteira assinada, mesmo atravessando a pandemia. Isso tudo gera consumo e ativa a economia do Estado”, detalhou.
SOBRE O IPC MAPS – Publicado anualmente pela IPC Marketing Editora, empresa que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo do Brasil, das Regiões, dos Estados e dos Municípios, o IPC Maps destaca-se como o único estudo que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios do País, com base em dados oficiais, através de versões em softwares de geoprocessamento.





