Promotor aponta que investigação demonstra “de maneira satisafatória” envolvimento de facção com ocupantes de cargos públicos
O coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Octávio Paulo Neto, disse que mais municípios paraibanos podem ser alvo de investigações semelhantes ao caso de Cabedelo.
“Vamos continuar fazendo nosso trabalho, não só em Cabedelo mas nos municípios que apresentarem a mesma singularidade. Fica aqui meu apelo para que a população para que auxilie todos os órgãos, tenha maior consciência cívica e participe do processo de defesa do estado e seus municípios”, disse o promotor.
Octávio comparou o processo de aproximação de facções criminosas com o poder público na Paraíba com a situação vivida pelo México – onde cartéis de drogas dominam territórios e, em período de eleições, chegam até a assassinar candidatos que não se alinhem aos seus interesses.
Ele também detalhou que o esquema investigado pela Operação Cítrico, da Polícia Federal, permitiu que facções criminosas se “enraizassem” em Cabedelo.
“A investigação demonstra de maneira satisfatória o envolvimento das facções com determinadas pessoas que ocupam circunstancialmente cargos públicos, e que existe contratação de empresas para ser o ‘entreposto’ entre as facções e as pessoas. Isso possibilitou recursos aos faccionados se enraizassem em Cabedelo, permitindo a expansão dessa facção em Cabedelo e na Paraíba, o que é inadmissível”, afirmou o promotor.
Com Jornal da Paraíba





