A bancada de oposição na Câmara dos Deputados — liderada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) — intensificou as articulações políticas e protocolou requerimentos formais para convocar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ofensiva parlamentar, encabeçada publicamente pelos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Hélio Lopes (PL-RJ), exige esclarecimentos detalhados sobre os critérios que motivaram a destituição do investigador responsável por um inquérito sensível ao Palácio do Planalto. A crise ganhou força após o afastamento do delegado Guilherme Figueiredo Silva, então chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF. O investigador comandava a apuração sobre uma fraude bilionária no INSS em que Fábio Luís Lula da Silva,
o “Lulinha” — filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, foi citado por suspeitas de atuar como sócio oculto de um lobista. Com a saída do delegado e a redistribuição do caso para outros investigadores no início deste mês, parlamentares da oposição acusaram o governo federal de interferência política para blindar familiares.
O clima de desconfiança mútua aumentou depois que vazaram informações de que o advogado de defesa de Lulinha havia cobrado o diretor da PF por conta da divulgação de dados sigilosos da investigação. Enquanto o governo e a cúpula da corporação alegam que as transferências de pessoal fazem parte de rotinas administrativas e de redistribuição técnica de inquéritos sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), deputados conservadores prometem usar comissões da Câmara e a pressão pública para evitar o arquivamento das denúncias.
Com Portal da Capital





